A escolha do melhor azeite

O azeite extravirgem possui uma acidez de até 0,8%, enquanto o azeite virgem tem entre 0,8% e 2%. Os azeites com acidez acima de 2% não são adequados para o consumo humano, no entanto, são submetidos a processos para que a acidez seja reduzida. O azeite refinado não é comercializado puro, sendo ele misturado a azeites extravirgem ou virgem, resultando no azeite de oliva.

O melhor azeite, portanto, é o extravirgem. Obrigatoriamente, possui menos de 0,8% de acidez já na primeira prensagem e sem adição de óleos refinados. As diferenças de sabor e aroma não têm relação com qualidade, mas com o terroir do azeite. Assim como o vinho muda de acordo com a espécie de uva, o clima, o solo e os métodos de produção, o mesmo acontece com os azeites.

Quanto menor a acidez do azeite, não necessariamente melhor será o azeite. Isso só vale quando comparamos qualquer azeite extravirgem com um azeite virgem. Porém, um azeite extravirgem com 0,1% de acidez não é melhor do que um com 0,8%. Além disso, a maioria dos azeites de oliva tem acidez em torno de 0,5%, mas a sua qualidade é muito inferior aos demais azeites.

Quanto à coloração, ser mais brilhante ou mais claro não significa que o azeite seja melhor. A diferença na cor está relacionada ao tipo de azeitona com que o azeite foi produzido. Portanto, os azeites podem ser transparentes ou turvos. A única cor que influencia é a cor da embalagem, já que as piores garrafas são as transparentes: isso porque a luz do ambiente pode oxidar os óleos.

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