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Muitos acreditam que o azeite não é ideal para cozinhar. Isso é falso! Há boatos que afirmam que em altas temperaturas o azeite se torna tóxico. Toda a substância química sofre modificações. Luz, calor, fogo, água, ar. Tudo isso influencia o azeite. Agora, transformá-lo em “veneno” é um grande erro, até porque azeite de oliva é um dos óleos mais estáveis e altamente recomendável para cozinhar!
Diferente de outros óleos vegetais, o azeite possui uma alta concentração de ácidos graxos monoinsaturados (ácido oleico) e antioxidantes benéficos à saúde. O Conselho Oleicola Internacional definiu os seguintes tipos de azeite:
Azeite de Oliva Extra Virgem: grau de acidez de 0,8%, não sofre refino químico, somente mecânico e não pode apresentar defeito. Deve apresentar um atributo positivo perceptível numa análise sensorial (picância, amargor e/ou frutado). Dentre todos é o mais saudável;
Azeite de Oliva Virgem: sua acidez varia de 0,81% à 2%, 100% mecânico e sem aditivos. Sua diferença do extra é que pode apresentar algum pequeno “defeito”. Embora possa perder no sabor, ainda é natural e de grande valia para a saúde.
Azeite de Oliva Lampante: sua acidez é acima de 2%, impróprio para o consumo pois seu odor e paladar são inadequados. Utilizado como matéria prima no refino.
Azeite Refinado: sua acidez varia de 0,5% à 1,5%, preferencialmente utilizada na indústria, e misturado com outros azeites (virgem ou extravirgem). Este azeite virgem lampante foi refinado resultando em perda de gosto, cor, aroma e grande parte das vitaminas;
Azeite composto: é a mistura de 15% de azeite de oliva refinado + 85% de óleo de soja, sendo o mais popular e mais vendido no mercado apesar da baixa qualidade nutricional.
O azeite só sofrerá alterações se for aquecido por horas e horas. Se deseja grelhar ou cozinhar, vá em frente. Até a próxima...
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